O neurocientista Miguel Nicolelis explicou sobre seu trabalho, que trata da união de homens e máquinas e de um novo conceito de internet. Ele pode ser o primeiro brasileiro a receber um Prêmio Nobel.
Mostrando postagens com marcador Robôtica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Robôtica. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de julho de 2011
O neurocientista brasileiro fala do novo conceito de internet que conecta cérebros
Carlaile do Vale05:20
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Robôs serão controlados a partir da Estação Espacial
Carlaile do Vale05:18
A Agência Espacial Europeia (ESA) apresentou uma série de robôs que farão parte de um teste de controle remoto com vistas a futuras explorações no espaço.
Os robôs serão controlados a partir do laboratório Columbus, da Estação Espacial Internacional.
Rede robótica
O programa foi batizado de Meteron (Multi-purpose End-To-End Robotic Network Operations) - rede de operações robóticas ponto a ponto de múltiplos propósitos, em tradução livre.
"A Estação Espacial é a plataforma orbital perfeita para simular cenários muito realísticos para a exploração humana", afirmou Kim Nergaard, coordenador do Meteron.
Entre os robôs tele-operados estão o Justin e o jipe Eurobot, este sendo preparado para uma possível missão à Lua ou a Marte.
Recentemente, o mesmo time participou de uma missão simulada a Marte, realizada no sul da Espanha. Esta, contudo, será a primeira vez que os robôs serão operados a partir da Estação Espacial.
O astronauta Christer Fuglesang testa em Terra o exoesqueleto que está sendo desenvolvido para controlar remotamente robôs humanoides como o Justin. [Imagem: ESA-J. V. Haarlem]
Controle por exoesqueleto
Segundo a ESA, o projeto é que, em dois a três anos, o robô experimental Justin na Terra imite fielmente os movimentos de um astronauta na Estação Espacial.
Isto será feito por meio de umexoesqueleto, que captará os movimentos do astronauta e os repassará ao robô.
O objetivo primário desse teste é criar um substituto robótico para as caminhadas espaciais, permitindo que os astronautas fiquem em segurança no interior da Estação, guiando os robôs para que estes façam os trabalhos externos.
No futuro, isto poderá ser feito com um robô na Lua ou em Marte, controlado a partir de uma nave em órbita, ou mesmo de um centro de controle na Terra.
"Primeiro teremos que configurar uma arquitetura de comunicação robusta, estabelecer um sistema de operações e definir um protocolo para permitir que os astronautas, os robôs e nosso centro de controle da ESA trabalhem eficazmente em conjunto. Isto não é uma tarefa tão fácil quanto parece," disse Nergaard.
Além dos braços com múltiplos graus de movimento, o Justin tem mãos próprias para trabalhar com ferramentas desenvolvidas para humanos. [Imagem: DLR]
Robô humanoide
O robô Justin vem sendo aperfeiçoado ao longo dos anos, a partir de um trabalho realizado pela DLR, a agência espacial alemã.
Tudo começou com os ainda insuperáveis braços robóticos LWR.
Em uma segunda etapa, dois braços LWR foram unidos a um dorso, formando o Justin, até então um robô fixo, como o Robonauta, que já está na Estação Espacial, esperando uma folga dos astronautas para montá-lo e colocá-lo em operação.
Agora o Justin foi dotado de rodas.
Embora as próprias rodas ainda sejam inadequadas para andar nos terrenos empoeirados da Lua ou de Marte, o sistema de suspensão é extremamente flexível, ajustando-se para que o robô possa se inclinar e manter o equilíbrio enquanto faz força em alguma tarefa.
A versão em testes do Eurobot só tem dois braços, embora já esteja sendo testado um sistema com três braços. [Imagem: ESA]
Eurobot
Inicialmente, os astronautas da Estação Espacial vão operar um protótipo do Eurobot, usando um computador equipado com telas especiais e um joystick.
Este protótipo é um jipe robótico com quatro rodas e dois braços - já está sendo testado um sistema de três braços para equipar uma futura versão.
O Eurobot possui seu próprio sistema de navegação, além de câmeras e sensores que vêm sendo testados desde 2008 no centro espacial ESTEC, na Holanda.
Na próxima fase, os engenheiros vão permitir que os astronautas controlem um robô com a sensação de força e "toque". Esse sistema de controle poderá ser conectado a robôs humanoides, como o Justin.
Fonte: Inovação Tecnológica
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Conheça a Singularity University: a universidade que cria o futuro
Carlaile do Vale07:41
Em São Paulo, será realizado o primeiro curso da Singularity University feito fora dos EUA. Entre os professores, estão astronautas, biotecnólgos, especialistas em nanotecnologia e robótica.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Lingodroids: robôs que falam na sua própria lingua
Carlaile do Vale05:18
Um robô como o R2D2 pode ainda ser ficção-científica, mas a maneira como ele se comunica já é uma realidade.
Pesquisadores da Universidade de Queensland na Austrália desenvolvem uma curiosa pesquisa onde dois robôs são capazes de usar um dialeto em comum para se conversar e trocar informações sobre os locais onde estiveram.
Nela, dois robôs exploradores — chamados Lingodroids — são programados para explorar de maneira autônoma um certo ambiente, acumulando assim conhecimento que pode ser expressado na forma de palavras especiais batizadas deToponyms. Por exemplo pize, rije, jaya, kuzo e reya:
A grande sacada nesse caso é que, quando os robôs se encontram em algum canto, eles são capazes de estabelecer um diálogo baseado em um dialeto (ou um conjunto de palavras) em comum e com isso, criar sentenças simples para ensinar e compreender a relação de distância e direção entre os diversos locais. Por exemplo:
“kuzo reya duka” = “O canto inferior esquerdo (kuzo) é perto do canto inferior direito (reya)”
ou:“kuzo pize reya hiza” = “Se eu estiver no canto inferior esquerdo (kuzo) na direção do canto superior esquerdo (pize) então o canto inferior direito (reya) está à minha direita (hiza) ”
E acumulando esse bate-papo, cada robô é capaz de ampliar a sua própria visão de mundo — incluindo locais para eles antes inacessíveis (como uma sala com porta fechada) — e que podem ajudá-lo a se orientar nas suas futuras explorações.“reya rije duka hiza heto” = “Se estiver no canto inferior direito (reya) na direção do canto superior direito da sala (rije), então perto da direita (duka) existe um local onde não posso entrar queestou chamando de heto”
Um vídeo que mostra esse experimento está disponível no YouTube:===
===
A idéia é que com o passar do tempo, esses robôs aprendam palavras mais complexas e no futuro sejam capazes de expressar idéias ainda mais complexas, como descrever como chegar num local. O objetivo final dessa pesquisa é de criar meios de comunicação mais eficientes entre robôs e quem sabe até criar novas maneiras de como um robô poderia se comunicar com humanos, como por sinal já fazia R2D2 a muito tempo atrás, numa galáxia muito muito distante
Fonte: ZTOP
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Robô flexível imita movimento de fuga das lagartas
Carlaile do Vale07:14
A técnica de fuga representa um dos movimentos biológicos mais rápidos que se pode encontrar na natureza. [Imagem: Lin et al./Bioinsp.Biomim.]
Biomimetismo
Alguns tipos de lagartas usam mecanismos de movimento extremamente rápidos para escaparem dos predadores: elas se enrolam e giram como rodas ou saltam velozmente como acrobatas.
Na verdade, essa técnica de fuga representa um dos movimentos biológicos mais rápidos que se pode encontrar na natureza.
De outro lado, os roboticistas tentam criar os chamados robôs flexíveis, de corpo mole, igualmente inspirados na natureza, com inúmeras aplicações, inclusive biomédicas.
Contudo, inspirados em lagartas, vermes e minhocas e até em lesmas, os engenheiros logo viram que os robôs de corpo mole são lentos demais.
O robô é impulsionado por molas construídas com uma liga metálica com memória de forma - capazes de retornar à sua forma original depois de terem sido deformadas pela aplicação de calor. [Imagem: Lin et al./Bioinsp.Biomim.]
Músculos artificiais
Com isto em mente, Huai-Ti Lin e seus colegas da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, resolveram estudar também o movimento ultra-rápido de fuga das lagartas e incorporar essa capacidade em seus robôs.
O resultado foi batizado de GoQBot, com o Q representando o formato que as lagartas assumem antes de sair rolando ou saltar a uma velocidade de meio metro por segundo - a lagarta gasta apenas 100 milissegundos para mudar o formato do seu corpo.
O GoQBot é feito de silicone, medindo 10 centímetros de comprimento. Seu movimento é feito por molas construídas com uma liga metálica com memória de forma - capazes de retornar à sua forma original depois de terem sido deformadas pela aplicação de calor.
No robô, essas molas com memória funcionam como uma espécie de músculo artificial, capazes de dar ao corpo do robô o formato desejado e fazê-lo saltar em alta velocidade.
Locomoção robótica
A reação gerada pelo robô faz com que ele atinja o equivalente a 1G de aceleração e mais de 200 rotações por minuto de velocidade angular.
"Como um robô rolante inovador, o GoQBot demonstra como a mudança de forma pode produzir novas formas de locomoção. Além disso, o acoplamento mecânico dos atuadores melhora a coordenação do corpo sem a necessidade defeedback sensorial," afirmam os pesquisadores.
Esse acoplamento é típico dos animais de corpo mole, nos quais não existem juntas para isolar os movimentos gerados pelos músculos. Os cientistas afirmam que ainda não se sabe como é que a musculatura da lagarta consegue gerar tanta força em um período de tempo tão curto - 100 milissegundos.
Cinco LEDs instalados no corpo do GoQBot permitem que os cientistas monitorem seu movimento e sua velocidade com alta precisão.
O robô saltador por enquanto é apenas um demonstrador de um novo sistema de locomoção, não tendo sido adicionada a ele nenhuma funcionalidade.
Bibliografia:
GoQBot: a caterpillar-inspired soft-bodied rolling robot
Huai-Ti Lin, Gary G Leisk, Barry Trimmer
Bioinspiration & Biomimetics
26 Abril 2011
Vol.: 6 026007
DOI: 10.1088/1748-3182/6/2/026007
GoQBot: a caterpillar-inspired soft-bodied rolling robot
Huai-Ti Lin, Gary G Leisk, Barry Trimmer
Bioinspiration & Biomimetics
26 Abril 2011
Vol.: 6 026007
DOI: 10.1088/1748-3182/6/2/026007
Fonte: Inovação Tecnológica
terça-feira, 26 de abril de 2011
Teste universal quer avaliar QI da inteligência artificial
Carlaile do Vale05:28
Não existe ainda nenhuma conceituação teórica que trace os rumos para avaliar se um sistema teria mais inteligência do que a inteligência humana. [Imagem: SINC]
Métrica da inteligência artificial
Serão os sistemas de inteligência artificial atuais realmente mais inteligentes do que aqueles projetados 20 anos atrás?
E como determinar se os robôs ou os sistemas destinados a extrair informações de bibliotecas digitais estão realmente se tornando mais inteligentes?
As respostas a estas questões são cruciais, entre outras situações, para determinar se haverá ganhos reais em atualizar a versão de um sistema de inteligência artificial.
E, no futuro, poderão representar uma métrica para avaliar se uma nova geração de robôs assistentes é de fato mais inteligente do que o velho robô que lhe vem ajudando há tantos anos.
Teste Universal de Inteligência
Para tentar responder a questões desse tipo, os pesquisadores procuram por aquilo que eles chamam de Teste Universal de Inteligência.
Segundo os teóricos, há vários elementos essenciais para caracterizar um teste de inteligência realmente universal.
Tudo começa com um teste que possa ser aplicado a qualquer sujeito, seja ele biológico ou não.
A segunda exigência é que ele possa ser aplicado ao sujeito em qualquer fase do seu desenvolvimento. Se for um ser biológico, o teste deve funcionar igualmente para crianças e adultos; se for um ser não-biológico, o teste deve ser aplicável a qualquer versão do "mecanismo".
É necessário ainda que se garanta que o teste não fique obsoleto: para ser universal, ele deve servir para qualquer sujeito ou sistema, agora e no futuro.
O teste universal de inteligência também não deve ser preconceituoso: ele deve ser capaz de mensurar qualquer nível de inteligência, em uma escala de zero a genial.
Por fim, o teste deve incremental e conclusivo em qualquer ponto de sua aplicação - em outras palavras, deve ser possível interromper o teste a qualquer momento e, ainda assim, ter-se uma métrica razoável da inteligência.
Cálculo de complexidade
Essa característica de um teste que possa ser interrompido a qualquer momento é particularmente desafiadora porque isto é muito diferente dos atuais testes psicométricos, utilizados pelos psicólogos, ou mesmo dos testes de inteligência artificial, como o teste de Turing.
Mas não é algo impossível de fazer. Pelo menos é o que se conclui de um trabalho apresentado por José Hernández-Orallo, da Universidade Politécnica de Valência (Espanha) e David Dowe, da Universidade Monash (Austrália).
"Nós desenvolvemos um teste de inteligência que pode ser interrompido a qualquer momento, mas que dá uma idéia mais precisa da inteligência do sujeito testado se houver mais tempo disponível para realizá-lo," afirmam os pesquisadores.
Eles usaram exercícios interativos em ambientes com um nível de dificuldade estimado pelo cálculo da chamada "Complexidade de Kolmogorov", um indicador que mede o número de recursos computacionais necessários para descrever um objeto ou um bloco de informação.
O uso de ferramentas matemáticas e computacionais para estruturar o teste torna-o conceitualmente muito diferente dos testes tradicionais que resultam em coeficientes de inteligência.
Paradigma humano
Segundo os pesquisadores, seu teste é a primeira aproximação de algo que permita avaliar sistematicamente o progresso dos sistemas de inteligência artificial, checando, por exemplo, se realmente há mais inteligência embutida em um sistema atual do que em uma versão anterior ou em um sistema de 20 anos atrás.
Mesmo a teoria, contudo, ainda não conseguiu superar o "paradigma humano": não há nenhuma conceituação teórica que trace os rumos para avaliar se um sistema teria mais inteligência do que a inteligência humana.
"A avaliação universal e unificada da inteligência, seja ela humana, animal não-humana, artificial ou extraterrestre, não vinha sendo abordada a partir de um ponto de vista científico até agora, e este [nosso trabalho] é um primeiro passo," concluem os pesquisadores.
Bibliografia:
Measuring universal intelligence: Towards an anytime intelligence test
José Hernández-Orallo, David L. Dowe
Artificial Intelligence
Vol.: 174, Issue 18, Pages 1508-1539
DOI: 10.1016/j.artint.2010.09.006
Measuring universal intelligence: Towards an anytime intelligence test
José Hernández-Orallo, David L. Dowe
Artificial Intelligence
Vol.: 174, Issue 18, Pages 1508-1539
DOI: 10.1016/j.artint.2010.09.006
terça-feira, 22 de março de 2011
Robô datilógrafo digita 30 palavras por minuto
Carlaile do Vale15:25
Uma única mão robótica alcança uma velocidade de digitação de 20 palavras por minuto, chegando a 30 quando são usadas duas em operação coordenada.[Imagem: Thayer/Priya/IOP]
Habilidade robótica
Destreza é a palavra-chave para os futuros robôs que deverão interagir com as pessoas.
Os robôs assistentes, ou robôs domésticos, precisarão ter a destreza manual para lidar com as tarefas do dia-a-dia - como lidar com os botões giratórios de um fogão ou máquina de lavar, com as teclas de um telefone ou forno de micro-ondas ou, eventualmente, para usar o teclado de um computador.
As mãos robóticas estão avançando rapidamente, mas a maioria ainda é voltada para uma tarefa específica.
Por outro lado, a mão robótica mais versátil já desenvolvida - aquela capaz de segurar objetos muito diferentes - nem sequer tem dedos, e não seria muito adequada para robôs assistentes.
Robô datilógrafo
Shashank Priya e Nicholas Thayer, do Instituto Técnico da Virgínia, nos Estados Unidos, resolveram adotar a abordagem mais tradicional para testar a destreza de suas mãos robóticas: eles as colocaram para digitar textos em um teclado comum de computador - uma tarefa mais do que rotineira atualmente.
O resultado foi muito promissor para as DART - Dexterous Anthropomorphic Robotic Typing Hand, algo como mãos robóticas antropomórficas digitadoras hábeis.
Nos testes, uma mão robótica DART alcançou uma velocidade de digitação de 20 palavras por minuto. Quando é usado um par de mãos trabalhando coordenadamente, a velocidade chega a 30 palavras por minuto.
Um digitador humano profissional alcança uma média de 33 palavras por minuto - mas erra de vez em quando, o que não acontece com o robô digitador.
As mãos robóticas datilógrafas receberam uma cobertura de silicone para torná-las compatíveis com as telas sensíveis ao toque. [Imagem: Thayer/Priya/IOP]
Telas sensíveis ao toque
Para alcançar tamanha destreza, os pesquisadores usaram o enfoque mais tradicional usado na construção de mãos robóticas: elas são acionadas por 19 servomotores.
Os servomotores ficam no antebraço da mão, e os movimentos são levados aos dedos por meio de cabos de aço, que fazem as vezes de nervos e tendões.
Para deixar o equipamento mais compatível com a tendência atual de comandos digitados em telas sensível ao toque, as mãos robóticas DART receberam uma cobertura de silicone para torná-las compatíveis com esses equipamentos.
Paradoxo
Os pesquisadores dotaram suas mãos robóticas de comandos controlados por voz - isso permitirá, por exemplo, que as pessoas ditem uma carta para o seu robô assistente.
Mas também levanta a questão: Não seria mais fácil ditar a carta diretamente para um programa de reconhecimento de voz no computador?
Os pesquisadores respondem afirmando que muitos computadores poderão não ter esse recurso instalado...
Bibliografia:
Design and implementation of a dexterous anthropomorphic robotic typing (DART) hand
Nicholas Thayer, Shashank Priya
Smart Materials and Structures
Vol.: 20 (2011) 035010 (12pp)
DOI: 10.1088/0964-1726/20/3/035010
Design and implementation of a dexterous anthropomorphic robotic typing (DART) hand
Nicholas Thayer, Shashank Priya
Smart Materials and Structures
Vol.: 20 (2011) 035010 (12pp)
DOI: 10.1088/0964-1726/20/3/035010
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Robôs aprendem sozinhos e observando humanos
Não se iluda: robôs não nascem com o background dos bebês humanos, nem dos bebês-cachorros, ou dos bebês-gatinhos, e nem sequer dos bebês-lesmas. [Imagem: PACO Project]
Educação robótica
Os robôs atraem a atenção do público, são geralmente simpáticos e, sobretudo, parecem ser capazes de ajudar em muitas tarefas que os humanos gostariam de se ver livres.
Mas não se iluda: robôs não nascem com o background dos bebês humanos, nem dos bebês-cachorros, ou dos bebês-gatinhos, e nem sequer dos bebês-lesmas.
Isto torna muito difícil ensinar qualquer coisa a um robô. Atire uma bola e seu cãozinho irá instintivamente correr atrás dela. Atire a bola para um robô e ele ficará tão imóvel quanto uma pedra.
Então você terá que começar do início: faça um programa para ensiná-lo o que é uma bola, dote-o de câmeras para que ele seja capaz de acompanhar o movimento, associe o movimento da bola com a ordem para ir pegá-la, faça o rastreamento da bola etc. etc. A grande vantagem é que, uma vez aprendido, ele nunca mais esquecerá.
Cognição robótica
Mas um grupo de cientistas europeus teve uma ideia melhor: eles estão trabalhando em um campo emergente chamado de cognição robótica, adotando enfoques inovadores para tornar menos entediante a tarefa de ensinar os robôs a fazerem qualquer coisa.
A equipe do projeto PACO-PLUS está usando um conceito chamado de "complexos ação-objeto" (CAO).
Esses complexos representam uma combinação de percepção e ação sobre um determinado objeto. Eles são registrados pelo robô cada vez que ele executa uma ação.
As ações registradas podem ser salvas e trocadas com outros robôs e, ao longo do tempo, a equipe espera construir bibliotecas inteiras de CAOs, que possam ser trocadas entre os pesquisadores.
De início, parece tão complicado quanto ensinar a um robô o que é uma bola em movimento.
Mas só no início. Os pesquisadores descobriram que a abordagem permite que os robôs aprendam ações simples sozinhos. Essas ações simples permitem o aprendizado de ações um pouco mais complexas, e assim por diante.
O resultado é que os robôs parecem se tornar capazes de aprenderem sozinhos.
Os resultados são tão entusiasmadores que os cientistas já falam na possibilidade de que os robôs se tornem capazes de "pensamentos abstratos, no futuro".
Os resultados são tão entusiasmadores que os cientistas já falam na possibilidade de que os robôs se tornem capazes de "pensamento abstratos, no futuro". [Imagem: PACO Project]
Exploração autônoma
Com a exploração autônoma, um robô pode pacientemente explorar milhares de formas possíveis de interagir com um objeto sobre o qual ele não tem nenhum conhecimento prévio.
Ao longo do tempo, ele vai aprender que uma forma se encaixa em outra, que um objeto se equilibra em uma posição, mas não em outra, e assim por diante.
"A primeira coisa que o robô vai fazer quando encontrar um objeto pela primeira vez será levantá-lo ante seus olhos e, em seguida, girar o objeto para vê-lo de todos os ângulos. Depois disso, [o robô] será capaz de identificar o objeto a partir de qualquer ângulo," explica Tamim Asfour, do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha e coordenador do projeto PACO-PLUS.
As ações complexas poderão surgir ao longo do tempo, com um robô progressivamente aprendendo como lidar com um copo, com uma garrafa, com portas etc.
Da mesma forma, conforme a experiência do robô com objetos diferentes se expandir, as opções também se expandirão, e ele poderá aprender a enfiar uma chave no buraco da fechadura para ver se essa ação levará a algum resultado.
Ajudando a evolução
Os cientistas acreditam que a interação com o meio ambiente conduzirá a estratégias cada vez mais sofisticadas ao longo do tempo e, finalmente, dará origem à "inteligência".
É possível. Mas se os animais levaram milhões de anos para desenvolver a inteligência, talvez seja necessário esperar o mesmo dos robôs.
Os pesquisadores logo perceberam isso, e decidiram dar uma mãozinha à evolução: eles criaram uma técnica para que o robô possa aprender observando um humano.
Os resultados também foram encorajadores. Em uma de suas demonstrações, os cientistas ensinaram um robô a limpar uma mesa simplesmente limpando a mesa e deixando que o robô os observasse.
As ações podem ser conectadas a comandos vocais, para que o robô aprenda quando executar novamente a tarefa: lavar os pratos e varrer o chão parece uma questão de tempo.
Por enquanto, os cientistas estão mais interessados em aplicar as novidades ao treinamento de robôs industriais, reconhecidamente muito difíceis de programar. Mas os resultados já estão disponíveis para parceiros na indústria que queiram licenciar os programas e utilizá-los em produtos comerciais.
Um outro projeto europeu recentemente divulgou os primeiros resultados de uma abordagem similar, na qual os robôs tornam-se capazes de aprender com a experiência.
Robôs começam maratona no Japão
Maratona de robôs
A primeira maratona de robôs do Japão começou nesta quinta-feira em um percurso construído em um centro de convenções de Osaka.
A expectativa é que os atletas robóticos, que medem pouco menos de meio metro de altura, percorram todos os 42.195 metros em três ou quatro dias.
O organizador da prova, Yamato Nobuo, presidente da empresa Vstone, diz que, segundo seus cálculos, é possível que os robôs cheguem ao seu objetivo no sábado de manhã, mas é muito provável que consigam terminar antes. Por outro lado é possível até que a prova só acabe no domingo.
Para os organizadores, o sucesso da corrida pode atrair maior apoio ao evento, para que ela se transforme em algo parecido com a Copa dos Robôs, um torneio de futebol cibernético que, segundo os seus idealizadores, deve produzir um time capaz de vencer jogadores humanos até 2050.
Fonte: BBC
Fonte: BBC