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Segundo documentos, EUA usaram prisão para retirar informações inocentes |
No total, o Wikileaks obteve as fichas de 759 presos do total de 779 que já passou por Guantánamo.
De acordo com os documentos elaborados pelo Pentágono, o governo americano usou a prisão de forma ilegal a fim de obter informações de seus detidos, independente de eles terem sido julgados ou não.
As fichas revelam que, entre os presos de Guantánamo, estavam paquistaneses inocentes, como agricultores, motoristas e operários, que foram detidos durante operações no país. Os paquistaneses permaneceram na prisão por anos por descaso ou confusão no processo de identificação.
Segundo o “El País”, os documentos mostram que o principal objetivo da prisão era explorar todas as informações dos presos, apesar da inocência reconhecida de muitos deles. “60% foram levados para a base militar sem ser uma ameaça provável", afirma o jornal.
Segundo os documentos as quais o The New York Times teve acesso, a maioria dos 172 presos em Guantánamo hoje é considerada de risco elevado para os Estados Unidos caso sejam libertados sem reabilitação adequada e supervisão.
O governo dos Estados Unidos lamentou a publicação dos documentos por expor a segurança do país. Uma das promessas de Barack Obama em seu período de campanha, o fechamento de Guantánamo não tem previsão confirmada.
