A #cpbr5 se inicia com um debate sobre a pressão para que as marcas assumam personalidade humana no mundo das mídias sociais. Como lidar com essa contradição? A discussão sobre o posicionamento das marcas nas redes sociais foi travada com gente que entende muito do assunto.
Nizan Guanaes, um dos publicitários mais premiados do mundo, dividiu o palco com Marcos Hiller, Gerente de Marketing do BankBoston e como Coordenador de Comunicação do Grupo Santander Brasil; Keid Sammour, xamã na CUBOCC, além de Jaime Troiano, sociólogo e engenheiro químico, presidente do Grupo Troiano de Branding. A mediação ficou por conta de Jacqueline Lafloufa, jornalista de tecnologia e editora do Blue Bus.
Respondendo a pergunta que intitula o debate, Nizan Guanaes foi enfático: “As marcas devem ter sua personalidade, sua integridade e sua opinião. Porém, não acho que devam se comportar como pessoas. Isso pode parecer falso”. Isso porque “não devemos criar falsas expectativas no consumidor ou entrar em áreas que não nos competem”.
Se marcas não devem se comportar como pessoas, também não devem mimar o consumidor de modo enfático demais. “As pessoas não querem que uma marca ‘puxe o saco’ delas, mas que se relacione, respeite, dê vantagens claras e entenda, de fato, o consumidor”, destaca Marcos Hiller.
Nizan Guanaes marcou presença na Campus Party Brasil 2012 no dia que inaugura as atividades na Arena
Jaime Troiano lembra a importância do planejamento, “que deve integrar todos os pontos de contato da marca com o consumidor”. E, segundo ele, isso é mais importante do que focar em determinadas plataformas. Ainda nesse sentido, vale lembrar da dimensão que as mídias sociais têm tomado na comunicação das marcas. “Redes sociais são ferramentas poderosas para fazer pesquisa com o consumidor, atuar como CRM, fazer publicidade por meio de aplicativos… isso é muito mais importante do que ganhar likes”, explica Ked Sammour, da CUBOCC.
Ao que tudo indica, o grande desafio é saber até que ponto as marcas podem adquirir trejetos de pessoas. A mesa concorda que é preciso tentar humanizar as marcas de maneira interessante, clara e sincera - situação que não tem acontecido de forma ideal até hoje. Os campuseiros também colocaram lenha no debate, lembrando uma situação que parece cada vez mais comum hoje em dia: marcas estão querendo ser pessoas e pessoas estão querendo ser marcas, o que parece estranho em ambos os casos.
Fonte: Blog da Campus Party 2012


