Em tempos de mercado aquecido e bem mais competitivo, de alta demanda por mão de obra qualificada e de exigência crescente por produtividade e resultados, é natural que as empresas estejam ainda mais focadas em buscar gente que tenha a "tal" experiencia. Quando você ouve essa palavra, o que vem à cabeça? Os cursos que fez (ou aqueles que não conseguiu fazer ainda)? As organizações em que trabalhou e o tempo de casa em cada uma delas? Ou você consegue falar com naturalidade sobre o que fazer - e como faz essas coisas cada vez melhor no seu dia a dia?
Saiba que boa parte do profissionais se confunde na hora em que precisa contar sua experiência para os outros, seja o interlocutor o próprio chefe, seja um recrutador de outra companhia. O que acontece é que acabamos valorizando demais informações curriculares e deixando de lado aquelas situações práticas que, possivelmente, geraram um alto aprendizado. Segundo um dos maiores especialistas do mundo no assunto, o professor Michel Eraut, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, são as interações aparentemente banais do cotidiano que garantem a bagagem profissional e habilitam você a progredir na carreira.
As tarefas que desempenha todo santo dia, como as tentativas e erros na resolução de problemas, a participação em projetos, a interação com clientes difíceis ou com um chefe inspirador, tudo isso representa entre 70% e 90% das competências que você tem! Cursos, conferências, coaching etc., atividades em que é preciso parar o que se está fazendo para, supostamente, aprender, respondem pelo restante do que vai gerar a experiência.
Ainda vale a penas investir nelas, mas não espere grandes saltos apenas porque voltou para a sala de aula (ou está na sala de aula). Se você não fizer a ponte entre a teoria (Universidade/Cursos Técnicos ou Livres) e o seu dia a dia, o avanço prático não vai acontecer, acredite, aprender fazendo - e se apropriar do que sabe fazer para contar melhor essa história para os outros - é o que vai garantir que se destaque.
Nesse processo, você vai acabar desenvolvendo uma competência apontada como as a mais importantes para crescer na carreira nesta primeira metade do século 21, porque ajuda na tomada de decisão e no enfrentamento dos problemas: a resiliência.
Fonte: VOCÊ S/A - Juliana De Mari - Diretora de redação

