Nova CPU de baixíssimo consumo baseado no Intel Pentium Clássico será usado como unidade de processamento nos futuros chips many-core. Para quem achava que o processador Pentium Clássico estava morto, enterrado e esquecido achou cedo demais. No IDF 2011 ele ressurgiu na forma de um chip experimental de baixíssimo consumo (menos de 10 miliwatts) codinome Claremont (uma cidade perto de Los Angeles, CA). Esse chip experimental faz parte da pesquisa de Near Threshold Voltage (NTV) cujo objetivo seria de criar um processador cujo circuito seria capaz de operar na faixa dos 400~500 milivolts, muito perto do limite (= Near Threshold) da voltagem em que os transístores começam a funcionar e conduzir corrente. Trata-se de uma notável façanha tecnológica, principalmente se levarmos em consideração que na maioria dos circuitos atuais operam em torno de 1 volt. Quando entrevistamos Justin Rattner uma dia antes do seu keynote, ele falou brevemente sobre esse chip ele revelou que ele é uma variação do Integer Unit já utilizado no Knights Ferry, só que ele foi bem simplificado para conter algo como 10~12 milhões de transístores resultando assim num núcleo bem menor que o do Sandy/Ivy Bridge, o que permitiu colocar dezenas deles em um mesmo chip o que torna esse produto ideal para uso em sistemas many-core. Para minha surpresa, Rattner revelou que esse núcleo IA ainda é baseado no Pentium. Prova disso é que a placa-mãe usada nas demonstrações nos pareceu estranhamente antiquadas, equipadas até com slots ISA! Dando uma olhada mais cuidadosa, vimos que se trata realmente de uma placa-mãe Asus P/I-P55T2P4 lançada em meados da década de 1990 e equipada com um socket 7 compatível com processadores x86 de quinta geração como o Pentium Clássico P54C, Pentium MMX, Cyrix 6×86 e até AMD K5! Conversando naquela hora com Sriram Vangal um dos pesquisadores que trabalha nesse projeto e estava presente no pós-keynote, um dos grandes desafios dessa demo foi de encontrar uma placa-mãe com socket 7 para instalar o processador Claremont de modo que eles foram até o eBay para ver se encontravam alguma placa usada que atendesse às suas necessidades já que a placa teria que ser capaz de funcionar com baixas voltagens (undervoltage) para operar com o novo processador. Segundo Rattner, esses núcleos IA (Intel Architecture) baseados no Claremont serão usados nas futuras versões de chips many-core em aplicações de computação de alto desempenho (HPC). Permitindo assim obter o máximo de desempenho com o mínimo de consumo de energia, algo como um ganho de 10x vezes na performance com apenas 1/10 da energia ou até mesmo o contrário, ou seja, ganhos de até 1.000 vezes a performance com 10x a mais de energia. Fora isso, existem outras aplicações que poderiam ser beneficiadas por essa arquitetura, em especial naquelas em que o consumo de energia é tão baixo que todo o sistema poderia ser alimentado por células solares ou mesmo de outras fonte pouco usuais como vibrações ou mesmo radiações eletromagnéticas. Isso abre perspectivas muito interessantes para o seu uso em sensores remotos que não podem depender de uma tomada, funcionando com qualquer fonte de energia que estiver disponível no local. IDF 2011: Conheça Claremont (ou o filho do Pentium) foi publicado no ZTOP. Siga a gente no Twitter e noFacebook. |
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Posted: 20 Sep 2011 05:11 AM PDT
Nova tecnologia poderá levar a criação de monitores ainda mais econômicos, elevando ainda mais a autonomia dos portáteis. No segundo dia do IDF 2011, Mooly Eden apresentou uma nova tecnologia de tela “inteligente” o que poderá estender em até uma hora a autonomia de bateria de um computador portátil, a ePD 1.3 (Embedded Display Port). Como muitos sabem a imagem apresentada nas telas é atualizada a uma taxa que varia hoje de 60~120 Hz. Isso significa que a interface gráfica precisa processar gerar e transmitir de 60 até 120 quadros (ou imagens da tela) por segundo para o monitor para que tenhamos a sensação de movimentação na tela em especial nas animações e reproduções de vídeo. A grande sacada dessa nova tecnologia é que, quando a imagem na tela fica parada (c0mo agora com você lendo esse post) a interface de vídeo pare de gerar e transmitir a mesma imagem parada dezenas de vezes por segundo para o monitor que — por sua vez — atualiza a tela por sua própria conta utilizando o último quadro que recebeu. Com isso a GPU trabalha menos reduzindo assim o consumo de energia. Para que isso seja possível o circuito do monitor precisa ficar mais inteligente incorporando até uma área de memória própria (que armazenaria a imagem parada) e um novo padrão de interface de vídeo, nesse caso o Embedded Display Port (ePD 1.3). E para mostrar o funcionamento dessa nova tecnologia, o demonstrador desconectou o cabo de vídeo do computador… … e o monitor continuou a apresentar a última imagem transmitida ficou na tela. Essa tecnologia ainda está no estágio de protótipo mas Mooly afirma que quando estiver pronta essa tecnologia deverá ser incorporada na sua plataforma Ultrabook, contribuindo assim para aumentar ainda mais a autonomia do mesmo. Ztop in a Box: |
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
DF 2011: Conheça Claremont (ou o filho do Pentium)
Carlaile do Vale05:44
Categoria:
TI
