O notebook educacional da Intel ultrapassa a marca de 5 milhões de unidades produzidas e poderá ter uma versão específica para professores. Como acontece todo ano durante o IDF, o grupo de Classmate PC da Intel realiza monta uma pequena sala de aula na área de imprensa para demonstar sua tecnologia e mostrar as novas versões de seus computadores educacionais, cuja versão convertible (a esquerda) chega na sua terceira geração e a versão netbook (a direita) na sua quinta. Segundo Jeffrey Galinovsky gerente geral para Classmate PC para mercados maduros, os novos Classmates agora vem equipados com processadores Atom Dual Core “Cedar Trail”, teclado mais robusto e sensores de presença o que permite que dois Classmates possam interagir caso fiquem próximos. Fora isso o modelo netbook também pode vir opcionalmente equipado com tela touchscreen. Curiosamente, um dos itens que eu mais gostava — a alça de transporte — deixa de existir de modo que eles assumem um visual mais convencional com cara de portátil. Mas seguindo uma dica do Galinovsky eu descobri um produto que estava meio escondido no Showcase da Intel: um protótipo do Classmate PC Tablet (uia!): Como ele estava fechado numa vitrine, não havia muito o que “mexer” nesse produto. As únicas informações disponíveis era que ele vem equipado com um processador Atom Z650 de 1,2 GHz single core com HT e que estava rodando Windows 7. O dispositivo azul ao lado é uma espécie de sensor de luz/temperatura/voltagem com porta USB para uso educacional. Fora isso Galinovsky disse qie ele e seu grupo estão levantando dados para especificar o que poderia ser chamado de “Classmate para professores” ou seja um tipo de notebook especialmente voltado para uso de professores nas salas de aula. Como esse trabalho ainda está em andamento ainda não ficou claro se esse portátil teria um desenho de hardware próprio ou seria um notebook de linha equipado com uma configuração mínima e um pacote de software especializado. E pensar que o Classmate PC foi concebido pela Intel aqui no Brasil e ainda não temos uma política nacional de adoção e uso de notebooks educacionais em nossas escolas públicas. Dang! IDF 2011: Classmate PC ganha versão tablet foi publicado no ZTOP. Siga a gente no Twitter e no Facebook. |
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Posted: 20 Sep 2011 08:46 AM PDT
Nova CPU de baixíssimo consumo baseado no Intel Pentium Clássico será usado como unidade de processamento nos futuros chips many-core. Para quem achava que o processador Pentium Clássico estava morto, enterrado e esquecido achou cedo demais. No IDF 2011 ele ressurgiu na forma de um chip experimental de baixíssimo consumo (menos de 10 miliwatts) codinome Claremont (uma cidade perto de Los Angeles, CA). Esse chip experimental faz parte da pesquisa de Near Threshold Voltage (NTV) cujo objetivo seria de criar um processador cujo circuito seria capaz de operar na faixa dos 400~500 milivolts, muito perto do limite (= Near Threshold) da voltagem em que os transístores começam a funcionar e conduzir corrente. Trata-se de uma notável façanha tecnológica, principalmente se levarmos em consideração que na maioria dos circuitos atuais operam em torno de 1 volt. Quando entrevistamos Justin Rattner uma dia antes do seu keynote, ele falou brevemente sobre esse chip ele revelou que ele é uma variação do Integer Unit já utilizado no Knights Ferry, só que ele foi bem simplificado para conter algo como 10~12 milhões de transístores resultando assim num núcleo bem menor que o do Sandy/Ivy Bridge, o que permitiu colocar dezenas deles em um mesmo chip o que torna esse produto ideal para uso em sistemas many-core. Para minha surpresa, Rattner revelou que esse núcleo IA ainda é baseado no Pentium. Prova disso é que a placa-mãe usada nas demonstrações nos pareceu estranhamente antiquadas, equipadas até com slots ISA! Dando uma olhada mais cuidadosa, vimos que se trata realmente de uma placa-mãe Asus P/I-P55T2P4 lançada em meados da década de 1990 e equipada com um socket 7 compatível com processadores x86 de quinta geração como o Pentium Clássico P54C, Pentium MMX, Cyrix 6×86 e até AMD K5! Conversando naquela hora com Sriram Vangal um dos pesquisadores que trabalha nesse projeto e estava presente no pós-keynote, um dos grandes desafios dessa demo foi de encontrar uma placa-mãe com socket 7 para instalar o processador Claremont de modo que eles foram até o eBay para ver se encontravam alguma placa usada que atendesse às suas necessidades já que a placa teria que ser capaz de funcionar com baixas voltagens (undervoltage) para operar com o novo processador. Segundo Rattner, esses núcleos IA (Intel Architecture) baseados no Claremont serão usados nas futuras versões de chips many-core em aplicações de computação de alto desempenho (HPC). Permitindo assim obter o máximo de desempenho com o mínimo de consumo de energia, algo como um ganho de 10x vezes na performance com apenas 1/10 da energia ou até mesmo o contrário, ou seja, ganhos de até 1.000 vezes a performance com 10x a mais de energia. Fora isso, existem outras aplicações que poderiam ser beneficiadas por essa arquitetura, em especial naquelas em que o consumo de energia é tão baixo que todo o sistema poderia ser alimentado por células solares ou mesmo de outras fonte pouco usuais como vibrações ou mesmo radiações eletromagnéticas. Isso abre perspectivas muito interessantes para o seu uso em sensores remotos que não podem depender de uma tomada, funcionando com qualquer fonte de energia que estiver disponível no local. IDF 2011: Conheça Claremont (ou o filho do Pentium) foi publicado no ZTOP. Siga a gente no Twitter e noFacebook. Fonte: Ztop |
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
IDF 2011: Classmate PC ganha versão tablet
Carlaile do Vale05:45
Categoria:
TI
